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Academic Detailing to Improve Antihypertensive Prescribing Patterns.

Siegel D, Lopez J, Meier J, et al.
Am J Hypertens 16:508-511, 2003.


Vários estudos têm mostrado que a utilização na prática clínica das recomendações presentes nos diversos consensos e diretrizes para o tratamento de doenças crônicas-degenerativas (hipertensão arterial, diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, etc), não são universalmente seguidos pela comunidade médica, apesar da constante preocupação de atualização existente entre os profissionais da área de saúde.

Com intuito de abordar o problema de uma forma diferente, os autores testaram uma forma pouco habitual de educação médica conhecida como "academic detailing". Esta estratégia pedagógica consiste no treinamento dos médicos por outros profissionais de saúde (no caso, farmacêuticos) através de reuniões, distribuição de material educativo e discussões individuais, abordando sempre as recomendações mais recentes preconizadas pelos consensos (na época representado pelo VI JOINT).

Essa abordagem foi testada da seguinte forma: através da pesquisa em um banco de dados que disponibilizava os diagnóstico e os medicamentos usados pelos pacientes, foram levantadas as informações pertinentes em um período de quatro meses (basal). Após a intervenção (aplicação do "academic detailing") e separado por um período de doze meses, foi realizado um novo levantamento no mesmo banco de dados (seguimento) e comparado a proporção dos medicações anti-hipertensivos utilizados (diuréticos, b-bloqueadores, inibidores de enzima, etc), primariamente e/ou de acordo com as co-morbidades presentes, entre os dois períodos pesquisados (basal e seguimento).

Antes da intervenção, a classe mais prescrita de anti-hipertensivos em pacientes sem outras co-morbidades eram os antagonistas de cálcio (43%), seguido dos inibidores de enzima de conversão/bloqueadores da angiotensina II (42%).Após a intervenção, a proporção de pacientes hipertensos recebendo antagonistas de cálcio foi reduzida para 38% e o uso de b-bloqueadores e diuréticos aumentou de 58% para 64%. Entre os pacientes hipertensos com insuficiência cardíaca e/ou diabetes, a proporção do uso dos inibidores de enzima conversora aumentou de 72% para 76% e dos bloqueadores da angiotensina II de 74% para 78%.

Conclui-se que além da realização dos consensos, é importante encontrar-se formas de difundir estes conhecimentos de maneira mais efetiva para a comunidade médica de uma maneira geral. Talvez o "academic detailing" possa vir a ser uma forma interessante de educação médica continuada.



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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre

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