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Hermida RC, Calvo C, Ayala DE, et al.
Hypertension 42: 1-8, 2003. No tratamento medicamentoso da hipertensão arterial é preconizada o uso de medicações de longa ação que possibilitem uma tomada única diária com intuito de melhorar a aderência à terapêutica. Embora estejam disponíveis várias medicações com essas características, existem poucos estudos que avaliem uma possível interferência de medicações com esse perfil na variação circadiana da pressão arterial. A ausência da queda noturna da pressão arterial (nondipper) tem sido relacionada não só com uma maior freqüência de lesões em órgãos-alvos, mas também com uma incidência aumentada de eventos cardiovasculares. Embora não esteja bem estabelecido que alterar o comportamento da pressão arterial durante o sono seja benéfico para o paciente hipertenso, não deixa de ser interessante avaliar manobras que tenham este objetivo. O presente trabalho tratou 90 hipertensos leves e moderados com Valsartan 160 mg/dia durante 3 meses, diferindo os pacientes em apenas um aspecto: o horário de tomada da medicação, ao acordar ou antes de deitar. Para comparar a eficácia terapêutica entre os dois grupos foi realizada MAPA de 48 horas antes e após 3 meses do início do tratamento. Os dados mostraram que a medicação foi efetiva em reduzir a pressão arterial média de 24hs de forma efetiva nos dois grupos, ou seja, independente do horário de tomada da medicação. O resultado mais interessante foi o seguinte: houve uma redução de 73% do número de pacientes que não apresentavam queda noturna da pressão arterial (nondipper) no grupo que fez uso do Valsartan antes de dormir. No grupo que fez o uso da medicação ao acordar, esse efeito da medicação não foi observado. Apesar da necessidade de mais estudos, os autores sugerem que o horário da tomada de um anti-hipertensivo (em particular do Valsartan) poderia ser escolhido de acordo com a ausência ou não da queda noturna da PA, buscando assim otimizar os benefícios da medicação. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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