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Arm Position and Blood Pressure: A Risk Factor For Hypertension?


Mourad A, Carney S, Gillies A, et al.
Am J Hypertension 2003; 17:389-395.




Dentre os vários passos preconizados para uma perfeita aferição da pressão arterial, o correto posicionamento do braço, horizontalmente e ao nível do coração, é fundamental. Já é bastante conhecido que o braço disposto inferiormente ao nível do coração no momento da medida da pressão arterial, superestima os valores obtidos.

O objetivo deste estudo foi reavaliar este conhecimento, comparando a medida da pressão arterial com o braço na posição padrão (nível do coração) e pendente junto ao corpo (abaixo do nível do coração), tanto no método auscultatório quanto no oscilométrico. Além disso, analisou de forma inédita, o posicionamento do braço durante a realização da MAPA, comparando as recomendações dos consensos, ou seja, a permanência do braço esticado ao longo do corpo no momento da medida, com o posicionamento do braço no nível do coração (com ou sem o auxílio de um suporte), durante o período diurno da monitorização.

Os resultados da primeira parte do estudo foram os esperados. Tanto pacientes hipertensos como normotensos, tiveram um nível de pressão arterial (sistólica e diastólica) significativamente mais alto quando o braço encontrava-se abaixo do nível do coração, independentemente do tipo de método utilizado para aferir a pressão arterial (auscultatório ou oscilométrico).

Os resultados dos pacientes que se submeteram a MAPA, entretanto, foram no mínimo surpreendentes. Apesar de não se ter um controle rigoroso quanto a real obediência dos pacientes em permanecer com o braço ao nível do coração durante toda a monitorização, a MAPA destes pacientes quando realizada nesta circunstância, obteve valores da pressão arterial sistólica e diastólica (médias das pressões diurnas) significativamente mais baixos (PAS = 141mmHg e PAD = 74mmHg) em comparação com a MAPA realizada com as recomendações habituais de posicionamento do braço (PAS = 154mmHg e PAD = 82mmHg).

Embora estes resultados advenham de um grupo pequeno de pacientes (13 pessoas), os mesmos colocam em xeque alguns dos dogmas da MAPA. Será que a pressão arterial determinada pela MAPA é realmente a mais próxima da "verdadeira" pressão arterial de um dado indivíduo? O fenômeno do descenso noturno da pressão arterial (dipping) poderia ser, pelo menos em parte, explicado pelo simples posicionamento do braço durante o período diurno de aferição? Logicamente, essas evidências são escassas diante de toda a gama de conhecimento até então adquirida com o emprego da MAPA, porém somente o emprego de estudos com uma maior número de pessoas poderá sanar estas dúvidas.




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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre
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