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Better Blood Pressure Control: How to Combine Drugs.


Brown MJ, Cruickshank JK, Domoniczak AF, et al.
J Hum Hypertens 17: 81-86, 2003.


Infelizmente, o nível de controle da pressão arterial entre pacientes sabidamente hipertensos é vergonhoso, com menos de 30% destes pacientes estando sob adequado controle (PA <140/90mm Hg).

Embora grandes estudos terem demostrado claramente que para atingir as metas atualmente preconizadas como alvo terapêutico sejam necessários mais que uma classe de drogas na maioria dos casos, cerca de 80% dos hipertensos ainda encontram-se sob monoterapia, talvez resquício de antigas recomendações.

Nesta revisão os autores propõem um algoritmo racional, embora não inteiramente baseado em evidências, até porque elas ainda são escassas neste campo, para o uso de uma combinação mais adequadas das principais drogas anti-hipertensivas disponíveis: inibidores da enzima de conversão/antagonista da angiotensina II (IECA/AAII), ß-bloqueadores (BB), bloqueadores de canal de cálcio(BCC) e diuréticos(D).

 Em pacientes abaixo de 55 anos e brancos, IECA/AAII e em alguma circunstâncias, BB, devem ser a primeira escolha. Já em indivíduos acima de 55 anos ou negros, os BCC ou D devem ser usados inicialmente.

 A maioria dos pacientes irão necessitar de uma segunda droga para atingir o alvo terapêutico (PA<140/90mmHg), sendo que nesta situação, os IECA/AAII devem ser preferencialmente combinados com BCC ou D.

 Embora eficaz e atrativa economicamente, a combinação entre BB e D deve ser evitada devido ao maior risco de desenvolvimento de diabetes mellitus.

 Quando uma terceira droga é necessária, a combinação IECA/AAII com BCC e D é a mais apropriada.

 Em casos de hipertensão resistente, após a exclusão de uma causa de hipertensão secundária, uma quarta droga (a-bloquador ou espirolactona) pode ser usada. Em casos selecionados e em mãos experientes, o uso do minoxidil, um potente vasodilatador, é uma boa alternativa, sendo na maioria das vezes necessário associar com BB e um diurético de alça.






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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre


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