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He FJ, MacGregor GA.
J Hum Hypertens 17: 81-86, 2003. A hipertensão arterial, principalmente o seu componente sistólico, é o mais importante fator de risco para doenças cardiovasculares. No entanto, o números de pacientes hipertensos que apresentam níveis pressóricos satisfatórios, ou seja, inferiores a 140/90 mmHg, é extremamente baixo, variando entre 10 e 30%. Portanto o números de vidas perdidas em decorrência de eventos cardiovasculares relacionados a hipertensão arterial ainda é muito grande, originando daí, não só um grande sofrimento para as pessoas de uma maneira geral, mas também imensos custos para o sistema de saúde, seja este público ou privado. O presente trabalho, baseado nos resultados de meta-análises recentemente publicadas que demostraram de maneira inequívoca a direta relação entre pressão arterial sistólica e risco cardiovascular, procurou calcular a redução que se observaria no número de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio (IAM) caso se conseguisse reduzir a pressão arterial sistólica para níveis inferiores a 140 mmHg em todos os pacientes hipertensos do Reino Unido (população de cerca de 60 milhões de pessoas com uma prevalência de hipertensão arterial estimada em 35%). Os resultados são impressionantes: haveria uma redução de cerca de 28 a 44% de casos de AVC e 20 a 35% de IAM, dependendo do grupo etário em que se encontra o indivíduo. Isto representaria a prevenção de 21.400 mortes decorrente de doença cerebrovascular e 41.400 de insuficiência coronariana por ano!! Como já se conhecem medidas efetivas capazes de atingir estes níveis de pressão arterial, resta-nos, portanto, implementa-las da população como um todo, seja através de mudanças do estilo de vida, inclusive com alterações de alguns hábitos culturais, seja através do treinamento de médicos generalistas aptos a colocar em práticas todas as recomendações para o controle da pressão arterial presentes nos diversos consensos. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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