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Determinants of white-coat syndrome assessed by ambulatory blood pressure or self-measured home blood pressure.


Hond ED, Cekis H, Vandenhosen, et al.
Blood Pressure Monitoring 8: 37-40, 2003.



Estudos prévios demonstraram que existe uma sutil mas significativa diferença da "síndrome do avental-branco", compreendendo tanto a hipertensão como o efeito do avental-branco, quando esta era determinada pela MAPA em comparação com a medida residencial da pressão arterial (MRPA).

Com o objetivo de determinar a magnitude desta diferença bem como identificar os seus determinantes, foram analisados os dados de 474 pacientes incluídos no estudo THOP (Treatment of Hypertension According to Home or Office Blood Pressure), ainda me andamento, comparando-se os níveis pressóricos destes pacientes aferidos no consultório, pela MAPA (média diurna) e pela medida residencial da pressão arterial.

O efeito do avental branco médio foi de 9,1/6,7mmHg (sistólica e diastólica) baseado na MAPA e de 12,7/8,7mmHg (sistólica e diastólica) na MRPA. Hipertensão do avental-branco foi identificada em 6,6% dos pacientes através da MAPA e em 14,4% dos pacientes pela MRPA.

Na MAPA, a magnitude da "síndrome do avental-branco" foi determinada de forma independente pelo sexo (mulheres > homens), idade ( mais que 65 anos), índice de massa corpóreo (obesos > não-obesos) e hábitos de fumar ( não-fumantes > fumantes). No entanto, na MRPA, apenas o fato de ser mulher e não-fumante mostrou boa correlação com um maior efeito do avental-branco.

A importância clínica do efeito do avental-branco ser de maior magnitude na MRPA ainda é incerto. Talvez os resultados finais do THOP possam ajudar a responder esta pergunta.



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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre



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