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Alanore ALB, Chatellier G and Plouin PF.
J Hypertens 21:1703-1707, 2003. Feocromocitoma como causa de hipertensão secundária é uma entidade de difícil diagnóstico, quer seja pela ausência da sintomatologia clássica em cerca de metade dos casos (palpitação, sudorese, crises hipertensivas episódicas, etc), quer seja pela sua baixa incidência (1 caso para cada 1000 hipertensos). A associação de diabetes mellitus (DM) com hipertensão arterial é raramente considerada como uma pista diagnostica na suspeita de fecromocitoma., apesar de uma incidência alta de DM em pacientes com feocromocitoma (cerca de 40%), relacionado principalmente com a produção exagerada de catecolaminas pelo tumor. Com intuito de deixar mais claro esta associação (DM + HAS = Feocromocitoma), os autores deste trabalho analisaram um grupo de 191 pacientes com feocromocitoma e compararam suas características clínicas (idade, IMC, tempo de hipertensão e presença de DM) com 880 pacientes com hipertensão essencial. Após uma análise multivariada das variáveis em estudo, foi encontrado que a presença de DM conjuntamente com hipertensão arterial seria consistente com o diagnóstico de feocromocitoma em pacientes com menos de 50 anos e sem sobrepeso (IMC < 25Kg/m2) - odds ratio = 18,9. Uma conselho prático oriundo desta constatação é o de aplicar-se a triagem diagnostica para feocromocitoma (Ex: dosagem de metanefrinas urinárias) também para os pacientes hipertensos jovens ( idade menor que 50 anos), sem sobrepeso (IMC < 25Kg/m2) e com diabetes mellitus. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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