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Effect of benazepril addition to amlodipine on ankle oedema and subcutaneous tissue pressure in hypertensive patients.


Fogari R, Malamani GD, Zoppi A, Mugellini A, Rinaldi A, Vanasia A, Preti P.
J Hum Hypertens 17: 207-212, 2003.



Apesar da hipertensão arterial ser uma doença praticamente assintomática, ela constitui-se em um importante fator de risco cardiovascular e como tal, precisa ser abordada freqüentemente com medicamentos.

Um bom anti-hipertensivo, dentre outras qualidades, além de efetivamente reduzir a pressão arterial, necessita ser quase que totalmente isento de efeitos colaterais, colaborando deste forma, com a adesão do paciente ao tratamento.

Os bloqueadores de canal de cálcio do tipo diidropiridínicos (Ex. nifedipina, amlodipina) têm estas características e apresentam como principal efeito colateral o aparecimento de edema em membros inferiores, muitos vezes de tal magnitute que implicam em suspensão do uso da droga.

Como o mecanismo de formação do edema nesta situação ainda não é totalmente conhecido (acredita-se ser um desbalanço na microcirculação entre arteríolas pré-capilares, preferencialmente dilatadas pelos bloqueadores de canal de cálcio, e vênulas pós-capilares, que aparentemente não respondem da mesma forma com estas drogas), o seu manuseio, que não implique na suspensão da droga, ainda é controverso.

O uso de diuréticos, a princípio a solução mais racional, não tem se mostrado efetivo. No entanto, relatos de trabalhos que usaram amlodipina combinado com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, descreveram uma diminuição no número de pacientes que apresentaram edema de membros inferiores com esta associação quando comparado ao uso de amlodipina isoladamente.

Com o intuito de analisar esta observação de maneira mais objetiva, o presente trabalho avaliou 32 pacientes hipertensos moderados, que divididos em três grupos de drogas (amlodipina, benazepril e amlodipina + benazepril), em um modelo crossover, quantificando o aparecimento de edema nos diferentes grupos usando as seguintes metodologias: determinação do volume pé-tornozelo (VPT) usando o princípio de deslocamento de água e aferição da pressão subcutânea pré-tibial (PSPT) utilizando uma agulha localizada no subcutâneo anterior a tíbia e ligada a um manômetro de água.



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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre


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