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Nishizaka MK, Zaman MA, Calhoun DA.
Am J Hypertens 16: 925-930, 2003. Mesmo em grandes trabalhos de pesquisa, onde a adesão a terapia medicamentosa é maior devido ao controle rigoroso do consumo dos medicamentos, a presença de casos de hipertensão resistente, definido como níveis pressóricos acima de 140/90 mmHg a despeito do uso de pelo menos 3 classes de drogas anti-hipertensivas diferentes, é elevada, girando em trono de 30%. Sem dúvida nenhuma, estes pacientes representam um desafio em particular para os médicos que lidam com hipertensão arterial, tanto na implementação de mudanças no estilo de vida como na escolha da combinação das drogas mais efetivas. O presente trabalho avaliou o efeito anti-hipertensivo adicional proporcionado pela adição da espirolactona em doses reduzida (25-50mg), ao esquema terapêutico já em uso por um grupo de 76 pacientes definidos como portadores de hipertensão essencial resistente. Embora o uso da espirolactona tenha um efeito ant-hipertensivo bem estabelecido em pacientes com hiperaldosteronismo primário, é escasso o conhecimento acerca de seu papel nos casos de hipertensão resistente, principalmente nestas doses. Após 6 meses da implementação do tratamento, houve uma significativa redução da pressão arterial dos pacientes quando comparado com os seus valores basais (menos 25 ± 20 mmHg na pressão sistólica e 12 ± 12 mm Hg na pressão diastólica). A dose média utilizada foi de 30mg de espirolactona e os efeitos colaterais foram reduzidos (4% com ginecomastia e 2% desenvolveram hipercalemia). Portanto, a espirolactona parece ser uma boa opção terapêutica para este grupo de hipertensos, pois pelo menos neste estudo, mostrou-se eficaz e segura. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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