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Benseñor IM.
São Paulo Med J 121: 183-184, 2003. Hipertensão e cefaléia são duas condições freqüentemente vista na prática clínica, seja em ambulatório ou em serviços de emergência. Portanto, a associação entre as duas condições, particularmente a crença de que hipertensão arterial possa estar relacionada com a etiologia dos dois tipos mais freqüentes de cefaléia, a enxaqueca e cefaléia tensional, ainda se encontra disseminada entre a população geral e mesmo entre os médicos. No entanto, uma quantidade suficientes de dados, somente agora disponíveis, nos permitem concluir que esta associação é fortuita. Esta pequena revisão da literatura discorre sobre os últimos trabalhos acerca do tema, buscando dismitificar o assunto. Dentre todos os trabalhos analisados, talvez o mais interessante seja um levantamento feito em 200 pacientes, dos quais 96 sabiam ter níveis pressóricos elevados. Entre os sabidamente hipertensos a freqüência de cefaléia foi de 74%, em contraste com queixa de cefaléia em apenas 16% dos hipertensos que não conheciam os seus níveis de pressão arterial, sugerindo portanto, que mais importante do que os níveis pressóricos por si só, a freqüência de cefaléia estaria muito mais relacionada com o conhecimento de diagnóstico de hipertensão arterial. Portanto, toda vez que um paciente se queixar de cefaléia, tão importante quanto aferir a pressão arterial é fazer uma boa anamnese do paciente, com intuito de diagnosticar qual o tipo de cefaléia que o aflige. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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