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Attallah N, Yee J, Gutierrez A, Musial J, Parasuraman R.
Am J Hypertension 16: 987-992, 2003. O padrão-ouro em diagnosticar estenose de artéria renal, uma causa comum de hipertensão arterial secundária, continua sendo a arteriografia renal, exame invasivo e não isento de riscos. Como alternativa, estão disponíveis uma série de outros procedimentos não-invasivos tais como USG-Dopler, renograma com radioisótopos (DTPA) e determinação da atividade plasmática da renina, todos eles com sensibilidade e especificidade limitada. Mais recentemente, a ressonância nuclear magnética (RNM) com gadolíneo, tem se mostrado como um método alternativo a arteriografia na avaliação da anatomia das artérias renais. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da RNM no diagnóstico de lesões das artérias renais, sobretudo a sua severidade, em relação a arteriografia renal. O resultado mais interessante foi o seguinte: nas situações em que a RNM mostrava uma estenose leve a moderada (critério semi-quantitativo), a concordância com a arteriografia foi grande, com a maioria das lesões sendo menores que 75% a arteriografia. No entanto, o mesmo não foi observado quando o diagnóstico pela RNM foi de estenose severa, com um grande número de pacientes mostrando lesões menores que 75% a arteriografia, ou seja, houve uma tendência da RNM em superestimar as lesões. Portanto, na investigação de um paciente com suspeita de estenose de artéria renal, a RNM por ser um exame pouco invasivo, pode ser utilizado, sendo que a demonstração de um resultado negativo, ou seja, ausência estenose significante (leve ou moderada) por meio desta técnica, deve ser valorizado, já que a concordância com os resultados da arteriografia é grande. Infelizmente, o mesmo não vale para diagnósticos de lesões severas pela RNM, sendo que nesta situação, a investigação deve necessariamente ser complementada pela arteriografia. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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