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What is the most important component of blood pressure: systolic, diastolic or pulse pressure?


Strandberg TE, Pitkala K.
Curr Opin Nephrol Hypertens 12: 293-297, 2003.



A pressão arterial diastólica (PAD) tem sido tradicionalmente considerada como o componente mensurável da pressão arterial com maior capacidade de predizer a ocorrência de eventos cardiovasculares. No entanto, estudos realizados na última década têm sugerido que a pressão arterial sistólica (PAS) deveria ser o alvo primário no que diz respeito a redução da pressão arterial. Além disso, devido ao característico aumento da pressão de pulso (PP = PAS - PAD) observado principalmente na população mais idosa, este componente tem-se apresentado como um novo fator de risco independente. Este artigo busca justamente apontar qual a melhor interpretação destas variáveis a luz dos conhecimento atuais.

Baseado em grandes estudos populacionais (Framingham, MRFIT), meta-análises com mais de 1.000.000 de indivíduos (Lancet 360: 1903-1913, 2002) e estudos intervencionistas (SHEP, Syst-Eur), pôde-se chegar as seguintes conclusões:

 A PAS é um melhor indicador de risco cardiovascular do que a PAD e a PP, devendo ser a redução desta o principal alvo da terapia anti-hipertensiva. Além disso, as drogas disponíveis hoje em dia, ao reduzirem a PAS, também reduzem a PAD e a PP.

 A hipertensão sistólica (PAS >140mmHg) deve ser tratada independentemente da idade do pacientes (pelo menos até os 80 anos). A elevação da PAS nos idosos não é um simples processo de "endurecimento" das artérias próprio do envelhecimento e sua redução é benéfica.

 Embora com menor poder preditivo, a hipertensão diastólica também é um fator de risco cardiovascular independente.

 Já quanto a PP os resultado são ainda controversos. Em vários estudos é impossível dissociar a elevação da PP da PAS. Entretanto em outros (MRFIT), o grupo de pacientes que teve pior prognóstico foram aqueles com PAS elevada e PAD baixa, ou seja, com uma valor da PP elevado.

 Do ponto de vista prático, também não nos devemos esquecer e priorizar o tratamento dos demais fatores de risco cardiovascular.



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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre


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