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Omvik P, Gerherdsen G.
Blood Pressure 12: 211-219, 2003. As vantagens da MAPA e da MRPA sobre a pressão arterial de consultório são inúmeras e incluem melhor reprodutibilidade, maior correlação com lesão em órgãos-alvos e melhor capacidade de predizer a ocorrência de eventos cardiovasculares, todas elas amparadas em fortes evidências oriundas de grandes estudos observacionais, intervencionistas e meta-análises. Além do mais, houveram sensíveis melhorias no conforto dos aparelhos, que aliado a diminuição de seus custos, implicou na disseminação do uso destas tecnologias, inclusive por médicos generalistas. No entanto, fora dos ambientes de pesquisa ou dos centros especializados, até o momento não se dispunham de dados que atestassem a plena confiabilidade das informações advindas da MAPA e da MRPA na prática clínica diária, principalmente quando aplicada por médicos não completamente familiarizados com estas metodologias. O NOHA Study comparou os valores da MAPA, MRPA e pressão arterial de consultório obtidos em 1162 pacientes da população geral (normotensos e hipertensos), sendo que estes dados foram coletados por médicos generalistas que receberam um curto treinamento (uma tarde) quanto a correta utilização dos procedimentos. A monitorização residencial e ambulatorial da pressão arterial foram indicados sempre que se tinha dúvida diagnostica (hipertensão limítrofe), suspeita de efeito do avental branco, resistência a terapia anti-hipertensiva ou avaliação da adequação do tratamento. Os principais resultados foram os mesmos obtidos nos tradicionais estudos clínicos, ou seja, a MAPA e a MRPA correlacionaram-se positivamente com lesões de órgãos-alvos (índice de massa de ventrículo esquerdo e microalbuminúria), diferentemente da pressão arterial de consultório, que não mostrou a mesma associação. Portanto, ambos os métodos podem ser facilmente introduzidos na prática clínica dos médicos generalistas, permitindo uma melhor qualidade na aferição da pressão arterial de um maior número de pessoas, com todos os benefícios advindos desta prática. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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