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Mosso LM, Carvajal C, Gonzalez A, el al.
Hypertension 42: 161-165, 2003. Recentemente, uma série de trabalhos vêm mostrando que a incidência de hiperaldosteronismo primário (HP) é bem superior aquela descrita anteriormente, que girava em torno de 1% da população de hipertensos. A taxa estimada de HP nestas novas séries varia em torno de 6 a 10%. Com certeza, a mudança nos métodos usados para screening, de hipocalemia para determinação do índice aldosterona/atividade sérica de renina (AD/ASR), contribuíram para estes números, visto que a hipocalemia parece ocorrer em apenas 16% dos casos de HP. Este trabalho vem somar-se a estas evidências, já que em 609 pacientes com hipertensão essencial, 37 foram identificados como portadores de HP (6,1%), a grande maioria (28 casos) na forma idiopática, com 2 casos de adenoma e 7 de hiperplasia bilateral. A tendência dos casos de HP foi agrupar-se em pacientes mais jovens (48±10 versus 53±8 anos) e com níveis pressóricos mais elevados (163±12 versus 155±15 mmHg). Portanto, aparentemente, o HP deve começar a ser visto como um doença com um espectro contínuo de apresentação, com apenas as formas mais severas cursando com todas as características clínico-laboratoriais da síndrome, em especial a hipocalemia. Fica a sugestão que a procura ativa de casos de HP, particularmente em pacientes jovens e com níveis pressóricos elevados, também deva ser instituída. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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