| VOLTAR AO ÍNDICE |
|
Yan LL, Liu K, Matthews K, et al.
JAMA 290: 2138-2148, 2003. Há cerca de 30 anos, a personalidade do tipo A, um padrão de comportamento que engloba caraterísticas psicossociais tais como impaciência, hostilidade e competitividade, foi dita como um fator de risco cardiovascular independente para doenças cardiovasculares. No entanto, estudos realizados posteriormente falharam em demostrar tal associação. Quanto a características psicossociais como um dos fatores envolvidos na gênese da hipertensão arterial, a discrepância de resultados também persiste. Com intuito de responder a esta questão, as características psicossociais de indivíduos jovens e sadios incluídos no projeto CARDIA, estudo longitudinal desenhado para analisar o desenvolvimento de fatores de risco cardiovascular em adultos jovens (18-30anos), foram determinadas no período de recrutamento do estudo, sendo os indivíduos acompanhados por um período de 15 anos, objetivando-se primariamente, associar o aparecimento de novos caso de hipertensão com as caraterísticas psicossociais basais dos voluntários. As características psicossociais foram avaliadas através de questionários desenvolvidos para tal e já utilizados anteriormente em estudos populacionais e incluíram a determinação de critérios quanto a impaciência, hostilidade, competitividade, ansiedade e depressão dos indivíduos. Os demais fatores de risco já conhecidos para o desenvolvimento de hipertensão, tais como, sexo, peso, sedentarismo e consumo de álcool também entraram na análise, para evitar confusão de variáveis. Após o ajuste para os demais fatores de risco para hipertensão, características como impaciência e hostilidade foram independentemente associadas com o risco de desenvolver hipertensão (odds ratio de 1,84 para os ambos os fatores). As demais características, competitividade, depressão e ansiedade não mostraram qualquer associação ou tendência com o risco de desenvolver hipertensão. Portanto, dentro da etiopatogênese multi-fatorial da hipertensão essencial, fatores psicossociais também estão envolvidos. Trabalhos futuros devem ser realizados agora com intuito de estudar medidas eficazes na abordagem terapêutica destas características, tanto do ponto de vista comportamental como medicamentoso. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
| VOLTAR AO ÍNDICE |