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C-Reactive Protein and the Risk of Developing Hypertension.


Sesso HD, Buring JE, Rifai N, et al.
JAMA. 2003;290:2945-2951.



Alguns estudos transversais têm mostrado níveis séricos mais elevado de proteína C reativa (PCR), um marcador de atividade inflamatória sistêmica, em indivíduos hipertensos quando comparados com normotensos, sugerindo que a hipertensão arterial possa fazer parte de uma desordem inflamatória.

Este trabalho baseou-se em uma coorte prospectiva incluindo 20.525 mulheres de 45 anos ou mais, todas inicialmente normotensas (PA<140/90 mmHg) e que foram acompanhadas por um período médio de 8 anos, avaliando-se a incidência de novos casos de hipertensão arterial no período de observação.

Durante o seguimento, 5365 mulheres desenvolveram hipertensão arterial. O risco relativo de desenvolver hipertensão arterial, considerando-se o valor mais baixo da PCR como valor de referência (<0,43mg/dl) e ajustando paro os demais fatores de desenvolvimento de hipertensão (IMC, sedendatismo, consumo de álcool), foi de até 1,52, quando da comparação com os valores mais alto de PCR (> 3,0mg/l). Além do mais, o risco de desenvolver hipertensão foi tanto maior quanto maior o nível de PCR sérico, mostrando uma correlação linear entre as variáveis.

Esta trata-se da maior evidência até o momento de uma ligação causal entre PCR e hipertensão arterial. Como a etiopatogênese da hipertensão arterial ainda é desconhecida, as linhas de pesquisa que investigam a hipertensão como uma doença inflamatória, só tendem a expandir-se, talvez acompanhada de novas respostas sobre o assunto.


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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre

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