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Johson TJ, Kang DH, Feig D, et al.
Hypertension 41|: 1183-1190, 2003). O ácido úrico sérico está freqüentemente elevado em pacientes com risco cardiovascular aumentado tais como mulheres menopausadas, indivíduos com a chamada "síndrome metabólica" (obesidade, dislipidemia e resistência à insulina), hipertensos (25% dos pacientes com hipertensão essencial tem ácido úrico elevado) e pacientes com insuficiência renal. Devido a estas constatações, o ácido úrico, em alguns estudos, tem sido apontado como um fator de risco cardiovascular independente. Além do mais, o ácido úrico também parece estar envolvido na patogênese da hipertensão arterial, seja determinando disfunção endotelial ou isquemia renal, e no desenvolvimento e progressão de insuficiência renal. Apesar destas evidências, o ácido úrico até então sempre foi visto como um simples "marcador" de pacientes com maior risco de desenvolver hipertensão e doenças cardiovasculares. No entanto, com o desenvolvimento de modelos experimentais hiperuricêmicos mais recentemente, o "link" entre ácido úrico e hipertensão passou a ser muito mais causal do que meramente associativo. O ácido úrico elevado parece induzir uma arteriolopatia nos vasos pré-glomerulares, ocasionando isquemia renal com a conseqüente liberação de substâncias vasoativas e alteração na sensibilidade ao sal, explicando assim seu papel na gênese da hipertensão. Como, pelo menos experimentalmente, a disfunção induzida pelo ácido úrico parece ser um evento muito precoce, pois depois da instalação da lesão estrutural das arteríolas pré-glomerulares é o rim que passa a comandar os fenômenos que elevam a pressão arterial, a demonstração destes efeitos em humanos é muito mais difícil e a aplicabilidade do tratamento da hiperuricemia assintomática na população geral teria um efeito muito mais preventivo do que curativo no manuseio da hipertensão arterial. Portanto, estudos em humanos envolvendo o papel do ácido úrico na gênese da hipertensão arterial são necessários antes que a recomendação de reduzirem-se os seus níveis séricos sejam uma prática rotineiramente recomendada. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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