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Therapeutic efffects of evening administration of guanabenz and clonidine on morming hypertension: evaluation using home-based blood pressure measurements.


Hashimoto J, Chonan K, Aoki Y.
J. Hypertens 21: 805-811, 2003.




Estudos epidemiológicos tem apontado para uma possível variação circadiana na ocorrência de eventos cardiovasculares, visto que grande número de IAM e AVC ocorrem nas primeiras horas da manhã.

Dentre as possíveis explicações para este fato, estaria o aumento da pressão arterial observado pela manhã na maioria dos indivíduos, que por sua vez é mediada, pelo menos em parte, por um aumento do tônus do sistema nervoso simpático.

Com base nestas informações, a utilização de drogas anti-hipertensivas com propriedades simpatolíticas, no caso guanabenz e clonidina, administradas em especial a noite, com intuito de atenuar a elevação dos níveis presssóricos observados pela manhã, poderia fazer parte de uma estratégia interessante para a prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes hipertensos.

Portanto, um grupo de pacientes hipertensos, a maioria em tratamento medicamentoso, mas que apresentavam na monitorização residencial da pressão arterial uma PA>135/85 mmHg pela manhã, receberam guanabenz (2-4mg, 83 pacientes) ou clonidina (0,075-0,150mg, 50pacientes) administrados a noite, imediatamente antes de dormir, durante 8 semanas, tendo como objetivo principal avaliar a queda nos níveis pressóricos pela manhã.

Com este esquema de administração das drogas, houve uma significativa diminuição dos níveis pressóricos pela manhã em ambos os grupos, demonstrando assim a eficiência deste a2-agonistas centrais em suprimir a elevação da pressão arterial pela manhã.

No entanto, fica a pergunta: o tratamento ativo da elevação da pressão arterial observado pela manhã, seja com este esquema ou porventura com outros que venham a surgir, será capaz de contribuir para uma melhora no prognóstico dos pacientes hipertensos? Talvez sim, mas fica claro a necessidade da realização de longos estudos prospectivos para elucidar tal questão.




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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre

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