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Hermida RC, Ayala DE, Calvo C, et al.
Hypertension 41:1259-1267, 2003. O estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment) documentou que baixas doses de aspirina são eficazes em prevenir a ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes hipertensos. Baseado no conhecimento de fisiopatologia cardiovascular, sempre atribui-se essa proteção aos efeitos inibitórios da aspirina sobre a ativação plaquetária. No entanto, alguns estudos isolados mostraram que a administração da aspirina também poderia reduzir a pressão arterial, principalmente quando administrado a noite. Com base nestas observações, um possível efeito cronofarmacológico da aspirina sobre a pressão arterial foi investigado neste estudo. Cem pacientes hipertensos leves não-tratados foram randomizados em 3 grupos para o tratamento da pressão arterial: orientações quanto a mudanças no estilo de vida, mudanças no estilo de vida mais 100mg de aspirina ao acordar e mudanças no estilo de vida mais 100mg de aspirina antes de dormir. Antes das intervenções e após 3 meses das mesmas os pacientes foram submetidos a uma monitorização ambulatorial da pressão arterial de 48hs de duração. Os resultados são no mínimo curiosos: os pacientes que tomaram aspirina antes de dormir tiveram uma redução significativa da pressão arterial (6mmHg na pressão sistólica e 4 mmHg na pressão diastólica - média da pressão arterial em 24hs de monitorização) quanto comparados aos pacientes dos outros dois grupos. Não houve diferença na pressão arterial entre os grupos de mudança do estilo de vida e mudança no estilo de vida mais aspirina 100mg ao acordar. Independente das possíveis explicações existentes para este efeito hipotensor da aspirina quando administrada a noite, esta pode vir a ser uma abordagem interessante no manuseio dos hipertensos de uma maneira geral, principalmente naqueles em que também se busca a prevenção secundária de eventos cardiovasculares, condição esta em que não só o controle pressórico é importante, mas o uso da aspirina por si só é fundamental. Clique aqui para acessar o resumo do artigo Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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