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Nobre F, Coelho EB.
Arq Bras Cardiol 81: 428-434, 2003. Desde de meados do século passado, quando a medida da pressão arterial estabeleceu-se como um importante instrumento semiológico, ocorreram grandes avanços na sua correta aferição. A despeito da sofisticação observada na parte técnica da medida, com a utilização de aparelhos leves, automáticos, com custo acessível e principalmente confiáveis, o grande avanço nesta área se deu, sem dúvida nenhuma, com a introdução da MAPA. Apesar de até hoje a maioria dos estudos clínicos no campo de hipertensão terem sido baseados na medida da pressão casual (consultório), após a introdução da MAPA, muito se tem questionado sobre o real valor desta medida, já que em diversas situações ela pode resultar em leituras errôneas. A MAPA mostrou-se muito superior a medida da pressão arterial no consultório, tanto no diagnóstico como no prognóstico de pacientes hipertensos e crescentes evidências têm apontado também para a sua utilidade no acompanhamento terapêutico. Esta interessante revisão aborda as últimas evidências acerca do real papel da MAPA na prática clínica, abordando situações que a MAPA pode ser útil. Aspecto de especial importância que merece ser destacado é que a soma de evidências da utilidade da MAPA no diagnóstico de hipertensão arterial, principalmente por ser o instrumento de eleição na identificação do efeito do avental branco (elevação da pressão arterial na presença do médico), foi a recente recomendação do Centers for Medicare and Medicaid Services, órgão que dita diretrizes para seguradoras de saúde norte-americanas, para reembolsar o pagamento da MAPA em pacientes com suspeita de hipertensão do avental branco, caracterizada por níveis de pressão acima de 140/90 mmHg em pelo menos três visitas médicas e valores inferiores em duas ocasiões fora do consultório e sem evidência de lesão de órgão alvo. Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre |
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