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Urinary Albumin Excretion Predicts Cardiovascular and Noncardiovascular Mortality in General Population.


Hillege HL, Fidler V, Diercks GFH, et al.
Circulation 106: 1777-1782, 2002.



A excreção elevada de albumina na urina em níveis inferiores aos detectados pelo exame de fita reagente numa amostra isolada, conhecido como microalbuminúria, é sabidamente associada a um aumento na incidência de doenças renais e cardiovasculares em populações de hipertensos, diabéticos e indivíduos já portadores de doença cardiovascular.

No entanto, na população geral, a relevância clínica da microalbuminúria é ainda desconhecida. Com intuito de avaliar esta questão, o estudo PREVEND (Prevention of Renal and Vascular End Stage Disease) teve como objetivo correlacionar a presença de microalbuminúria, definida como uma taxa de excreção de albumina na primeira amostra de urina da manhã entre 20 e 200mg/dl, com a mortalidade geral e cardiovascular numa amostra de 40.825 habitantes de uma cidade holandesa (Groningen). O período de acompanhamento médio dos indivíduos foi de 3 anos.

Os resultados foram os seguintes: de uma forma contínua, quanto mais alta a taxa de excreção urinária de albumina, maior o risco de mortalidade, tanto cardiovascular como não-cardiovascular, mesmo após o ajuste para os já bem conhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares, tais como, hipertensão, diabetes e fumo, entre outros.

Esta coorte, que avaliou a história natural da microalbuminúria na população geral, reafirma algumas observações prévias: albuminúria, sem dúvida alguma, é um marcador de de disfunção entodelial e portanto, um fator de risco independente de eventos cardiovasculares, mesmo na população de não-diabéticos e não-hipertensos.

Portanto, o papel da determinação da microalbuminúria em um screening de fatores de risco cardiovascular, é comparável a medida da pressão arterial e a dosagem do colesterol. No entanto, o emprego de estratégias visando a redução da microalbuminúria (Ex. uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina), embora de grande utilidade em algumas situações (Ex. nefroteção de pacientes diabéticos), ainda não está estabelecido para populações de baixo risco cardiovascular, requerendo para tanto, estudos clínicos de larga escala.



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Dr. Giovânio Vieira da Silva
Sob supervisão do Dr. Decio Mion e Dr. Fernando Nobre

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