IV DIRETRIZ PARA USO DA MONITORAÇÃO AMBULATORIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MAPA)
E II DIRETRIZ PARA USO DA MONITORAÇÃO RESIDENCIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MRPA)

» IV Diretriz de MAPA e II Diretriz de MRPA - 2005


Um método eficiente de medir a pressão
É muito comum ouvirmos alguém dizer: "o médico tirou minha pressão". Apesar de soar bem aos nossos ouvidos, essa expressão não é adequada.

MAPA - Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial

Antes de qualquer coisa, é bom lembrar que pressão arterial é a força que o coração exerce para impulsionar o sangue nas artérias. Portanto, toda pessoa viva tem pressão arterial. Logo, é no mínimo estranho alguém ir até o médico "tirar" sua pressão. O termo correto seria medir a pressão.
Existem vários aparelhos utilizados para medir a pressão arterial. O mais conhecido deles é o esfigmomanômetro, que consiste em um pequeno mostrador acoplado a uma braçadeira, inflada por uma bombinha de ar. Este é o aparelho mais conhecido, mas é um modelo que precisa de reparos constantes.

Nesta seção, vamos tratar da Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial – ou MAPA. Apesar de ser o método mais comum, a medição feita nos consultórios médicos usando-se o esfigmomamômetro vêm sendo questionada há algum tempo. O simples fato de o paciente estar nesse ambiente pode ser um fator responsável pelo aumento da pressão, o chamado fenômeno da "hipertensão do avental branco". Além disso, outros problemas rondam a medida da pressão, como por exemplo a manutenção deficiente do aparelho e o posicionamento do paciente.
Com o intuito de resolver esta falha, foi criado a MAPA, um método que consiste em um kit de medição que fica acoplado ao corpo do paciente durante 24 horas. Automaticamente, o aparelho vai medindo a pressão da pessoa de quinze em quinze minutos, enquanto ela faz suas tarefas diárias e até durante o sono. Assim, o médico tem uma espécie de diário da pressão de seus pacientes, com todas as alterações sofridas durante um certo período.

No Brasil, esse método tem sido cada vez mais utilizado e já existem até sistemas de teletransmissão. As informações do paciente são medidas e enviadas automaticamente, por modem, para o consultório do médico. Com isso, é possível fazer um paralelo entre os picos de hipertensão e as situações estressantes. Da mesma forma, pode-se relacionar os momentos de maiores valores de pressão a sintomas como tontura e dor de cabeça.

Para se ter uma idéia da eficiência da MAPA em relação à tradicional medição no consultório, a confirmação de diagnóstico de hipertensão do avental branco, quando comparado com a MAPA, chegou a 82%. Ou seja, apenas 18% das pessoas que aparentemente eram hipertensas quando mediram a pressão no consultório médico realmente tinham a doença. Além disso, a MAPA reduz as idas ao consultório, o que diminui as despesas: um dos principais motivos que fazem os pacientes abandonarem do tratamento.

A MAPA se mostra, portanto, um dos métodos de medição da pressão arterial mais eficientes hoje em dia. Existe apenas uma restrição: a MAPA só não é boa debaixo d’água. É preciso ter atenção especial para não molhar o aparelho.